Crianças – Preveja o imprevisto

A 25 de Novembro de 2011, em Conselhos,

Agora que as aulas vão começar, o movimento de crianças na via pública aumenta, pelo que os condutores se irão confrontar, mais frequentemente, com estes utentes que, pelas suas características psicofisiológicas, potenciam situações de risco acrescido.

É nesta época que muitos milhares de crianças iniciam a sua vida escolar e a maior parte delas terão que percorrer o trajecto casa/escola/casa sozinhas ou em grupo, sem a companhia de qualquer adulto.
Nas crianças de 6 e 7 anos não se encontram ainda suficientemente desenvolvidas algumas capacidades importantes, em termos de segurança rodoviária, pelo que:

  • Têm uma apreciação insuficiente das distâncias, das velocidades e do tempo;
  • Têm menor capacidade para reconhecer o perigo;
  • Demoram cerca de quatro segundos a distinguir se um veículo está a circular ou parado;
  • Têm dificuldade em distinguir o “ver” do “ser visto”;
  • Confundem os conceitos de “volume” e “distância” – um automóvel pesado parece-lhes sempre mais próximo do que um ligeiro;
  • Têm dificuldade em detectar a proveniência dos sons e só reagem a um de cada vez;
  • Não têm noção da distância que um veículo tem de percorrer até parar;
  • Têm um campo visual mais reduzido do que os adultos;
  • Devido à sua menor estatura, não conseguem ver além dos veículos estacionados e os condutores têm dificuldade em as visualizar;
  • Não têm noção da dinâmica do trânsito em que as situações se alteram continuamente;
  • Não conseguem percepcionar a situação de trânsito no seu todo.

Têm, ainda, uma grande impulsividade e espontaneidade, próprias da idade, que as coloca frequentemente em situação de risco.
Estas características originam comportamentos imprevistos que os condutores devem prever, antecipando-se a eventuais situações de conflito, nomeadamente através da redução da velocidade, sempre que percepcionem a presença de crianças na via pública. Só assim, numa situação potencialmente perigosa, é possível agir atempadamente e em segurança sem pôr em risco a vida de uma criança.

 

                                                               ATENÇÃO

 

  • Atrás de uma bola pode aparecer uma criança, mas, atenção, nem todas as crianças que aparecem subitamente na faixa de rodagem vêm precedidas de aviso!
  • Não circule demasiado perto de uma fila de veículos estacionados, pois de entre eles pode surgir uma criança;
  • Antes de iniciar uma marcha-atrás certifique-se, saindo do veículo, se necessário, que nenhuma criança está atrás dele;
  • Reduza sempre a velocidade em locais onde existam crianças, particularmente perto de escolas, parques infantis e zonas residenciais;
  • Com chuva, os peões, e, sobretudo as crianças, têm tendência para andar mais depressa ou mesmo a correr, levar o chapéu-de-chuva muito inclinado ou a cabeça baixa, o que lhes dificulta a visibilidade. Esteja preparado para estas situações;
  • Ao cruzar ou ultrapassar um veículo de transporte público parado para saída ou entrada de passageiros, reduza a velocidade, pois pode surgir um peão a atravessar inadvertidamente pela frente do veículo.

A CRIANÇA NÃO É UM ADULTO PEQUENO

Até cerca dos 12 anos qualquer criança tem dificuldade em integrar-se, com segurança, no sistema de circulação rodoviário

COMPETE AO ADULTO A TAREFA DE A ENSINAR E ESTAR ATENTO À SUA PRESENÇA NA VIA PÚBLICA

Fonte: ANSR