ÓLEO DE TRAVÕES: 1/3 dos veículos não são seguros

A 30 de Novembro de 2011, em Actualidade,

Testes realizados revelam que um terço dos condutores conduz veículos cujo óleo não apresenta um ponto de ebulição suficientemente alto. Óleo de travões nestas condições pode dar origem à falha dos travões.

TRW Automotive Aftermarket, alerta os condutores para verificarem o óleo de travões dos seus automóveis, depois de testes por amostragem ao óleo de travões realizados recentemente numa oficina independente, na Alemanha. Estes testes demonstraram que, em 28 por cento dos veículos testados, o óleo de travões precisava ser mudado imediatamente ou num prazo de três meses. Mais alarmante é que 16 por cento dos veículos testados continham óleo considerado ‘perigoso’.

O gestor de produto da gama de óleos de travões TRW, Stephan Schwarz, explicou: “É fundamental testar o óleo de travões. Este óleo é higroscópico, o que significa que absorve humidade da atmosfera para todo o sistema. À medida que a humidade é absorvida, o ponto de ebulição baixa. Com o tempo, o ponto de ebulição pode baixar para menos de 180° C, o que é considerado perigoso; nesta altura, é essencial que o óleo seja substituído imediatamente”.

Sob condições de travagem exigentes e prolongadas, particularmente com o tempo quente ou quando o veículo está muito carregado, o calor da travagem pode vaporizar repentinamente o óleo. Ao contrário de um líquido, o vapor pode ser comprimido e a vaporização do óleo pode resultar numa perda total dos travões. Para além disso, a humidade também pode corroer peças cuja substituição é cara, como os componentes do sistema ABS.

“O ensaiador de óleo de travões da TRW mede o ponto de ebulição real do óleo de travões, ao contrário dos ‘aparelhos de teste de humidade’, que determinam e medem o teor de água do óleo”, continuou Stephan.“Uma vez que o seu funcionamento não depende da temperatura ambiente e da composição química do óleo de travões, o aparelho de teste da TRW oferece a leitura mais precisa e fiável possível em menos de sessenta segundos.”

A humidade passa pela tampa do cilindro principal e pelos tubos de travão. Em apenas um ano, o óleo DOT 3 pode absorver dois por cento de água, o que resulta numa queda de 90° C no seu ponto de ebulição. Nos veículos mais antigos e sujeitos a pouca manutenção, não é raro encontrar óleo com um teor de água de sete ou oito por cento. Esta humidade vai lentamente tornando o óleo mais espesso, o que reduz a sua capacidade de fluir e, também, a sua capacidade de impedir a corrosão. Em condições de travagem adversas, esta situação, conjugada com o facto de o óleo de travões alcançar temperaturas na zona dos 150º – 200º C no ponto de contacto da pinça do travão (caliper), pode dar origem a bolsas de vapor com resultados potencialmente fatais.

Stephan concluiu: “O óleo de travões é um importante elemento de segurança. No entanto, nós na TRW sentimos que não recebe a devida atenção. Atualmente, não está incluído na inspeção periódica obrigatória e a assistência aos veículos não é cumprida ou, em muitos casos, é adiada por motivos financeiros. As consequências desta situação podem ser vistas nos resultados dos nossos testes de oficina.

“Queremos trabalhar com a indústria de modo a consciencializar os mecânicos e os condutores para a importância do óleo de travões na segurança dos veículos. Temos de incentivar as oficinas a investir num equipamento de teste que meça com precisão o ponto de ebulição do óleo e precisamos educar os condutores sobre o perigo, bem real, de conduzir com óleo em más condições.”

O ensaiador de óleo de travões da TRW permite uma medição direta e fiável do ponto de ebulição real, quer diretamente a partir do reservatório, quer pela utilização do recipiente de medição fornecido com o equipamento. As instruções sobre o software são fornecidas em 20 idiomas e as instruções de montagem em 25. O aparelho de teste precisa de uma corrente de 12 V, que pode ser fornecida diretamente pela bateria do veículo.

 

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